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O navio de salvamento mais famoso de Portugal

Os baixios da barra do Tejo já foram cemitério de centenas de embarcações. Uma delas foi o Patrão Lopes, o navio de salvamento que saía para o mar quando todos fugiam das tempestades.

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navio de salvamento
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O navio de salvamento mais famoso de Portugal Vídeo de: MixYouTube – Portugal

Patrão Lopes, o navio de salvamento mais famoso de Portugal

No dia 29 de Fevereiro de 1936 na entrada da barra de Lisboa, junto ao Bugio, o Navio de Salvamento Patrão Lopes afundava ao tentar salvar um batelão que ao encalhar acabou por perfurar com os mastros o seu casco.

O navio de salvação Patrão Lopes teve uma história singular. Foi apresado durante a Primeira Grande Guerra, salvou inúmeras embarcações ao serviço da Marinha Portuguesa, enfrentou remoinhos, correntes e intempéries, mas não sobreviveu ao drama que o atingiu no último dia de Fevereiro de 1936, em mais uma missão de salvamento.

Quase caiu no esquecimento. Agora, volvidos praticamente 80 anos, uma equipa de arqueólogos subaquáticos e especialistas em história da Marinha, com apoio da National Geographic Society, encontrou-o no areal das imediações do Bugio e trouxe a sua memória à superfície.

Saiba mais sobre a fascinante história do Navio de Salvamento Patrão Lopes

No dia 4 de Agosto de 1914, em vésperas da declaração de guerra de Inglaterra à Alemanha, larga de Gibraltar o “navio de salvação” Newa, de pavilhão alemão, com ordens para seguir imediatamente para Lisboa e aí aguardar novas instruções. O navio entra no Tejo no dia seguinte, juntando-se aos restantes navios alemães e austro-húngaros que também se refugiaram na capital portuguesa com o início da Grande Guerra. No dia 23 de Fevereiro de 1916, o Newa, assim como os restantes, são requisitados pelo governo português, o que leva à entrada formal de Portugal nesse conflito.

À semelhança dos restantes navios, o Newa, navio com 880 toneladas, 49 metros de comprimento e construído em 1880 em Rostock, é rebatizado, tomando o nome do célebre «Patrão Lopes». De 1916 até 1936, ano em que o navio se perde, este pequeno navio, sempre ao serviço da Armada, esteve empenhado em múltiplas tarefas, em particular em ações de salvamento marítimo, utilizando os diversos meios materiais que possuía e mergulhadores da Armada que habitualmente levava a bordo.

Pode-se mesmo dizer que nesses vinte anos que serviu sob bandeira portuguesa, não há situação de aflição no mar, em que o Navio de Salvamento Patrão Lopes não tivesse intervenção, fazendo jus à frase do livro de Maurício de Oliveira, publicado em 1939, sob o título “Alô Alô Patrão Lopes”, que diz que o NS Patrão Lopes era “o navio que saía quando os outros entravam…”

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