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Moinhos da Serra da Atalhada: Paradisíaco

Os Moinhos da Serra da Atalhada estão num lugar verdadeiramente paradisíaco, propício ao descanso, sendo excelente para quem gosta de passeios na natureza.

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Moinhos da Serra da Atalhada: Paradisíaco
Moinhos da Serra da Atalhada: Paradisíaco

Moinhos da Serra da Atalhada: Paradisíaco Vídeo de: Pereira da Trindade

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Moinhos da Serra da Atalhada

Estrela à vista

Quis o destino levar-me lá para as bandas de Penacova, mais exatamente ao cume da serra da Atalhada, para conhecer os sensacionais Moinhos da Atalhada. A caminho pelo IP3, cruzei a ponte sobre o rio Mondego, cortei à direita e lá iniciei a subida. Era uma estrada estreita mas asfaltada que logo se transformou numa via de terra batida, ainda que de bom pavimento.

Pelo caminho atravessei uma mata de eucaliptos, cruzei-me com camiões de madeira e passei por terriolas com nomes que nunca tinha ouvido falar. Miro (não confundir com Miró, o artista plástico), foi uma delas.

Finalmente cheguei e estacionei em frente ao restaurante, onde me informaram que a recepção era no último moinho. O dia estava a morrer e aproveitei os últimos instantes de luz para observar à vista desarmada os arredores. Como um periscópio que roda a 360º, passei tudo a pente fino. Lá em baixo, Penacova, ladeada pelo Mondego, assemelhava-se a uma aldeia de legos. Mas o que mais me impressionou foi o vasto cenário que a vista alcança. A serra do Buçaco, o Luso, o Açor e também a serra da Estrela.

Como a noite chegava a correr, interrompendo o meu exercício de observação, aceitei de bom grado o convite dos meus anfitriões para ir jantar. O destino foi o Panorâmico de Penacova, do sr. Arménio, um velho conhecido de outras andanças. O polvo à lagareiro estava bom e o serviço, como sempre, irrepreensível.

Casinha de bonecas

Após um saboroso jantar, voltei aos meus aposentos. De chave na mão, entrei no meu pequeno castelo de pedra, de paredes circulares. No rés do chão, a casa de banho com o poliban, lavatório, espelho, sanita e janela. Apesar da reduzida dimensão, não faltava nada essencial ao meu conforto. Depois, inspecionei a cozinha. Na verdade, não é mais do que um engenhoso sistema de armários de parede que se abrem e as gavetas vão deslizando. No pequeno frigorífico havia tudo o que se pode encontrar no mini-bar de qualquer hotel, para além de outras surpresas adicionais, como as compotas caseiras para o pequeno almoço.

O sofá que também pode ser convertido em cama para adultos (desde que não sejam muito altos) ou crianças, é bastante prático. Num dos cantos, se é que assim se pode dizer de um espaço circular, a escada.

Subi para inspecionar o meu quarto no primeiro andar. Cama de casal com estrutura e cabeceira em ferro, ladeada por duas mesinhas de cabeceiras cujos candeeiros proporcionam uma luz mais acolhedora, romântica até.

Outra boa surpresa foi confirmar que o pé direito é suficientemente alto para alguém com quase 1,90 metros possa andar tranquilamente, sem se preocupar em fintar as traves do teto para evitar galos ou desalinhar o penteado.

Concluindo, foi positivamente surpreendente ver como num espaço relativamente reduzido, tudo foi aproveitado ao milímetro. Ninguém diria que detrás destas grossas paredes circulares se esconde um confortável apartamento de fim de semana.

Curiosamente, é política dos Moinhos da Atalhada o aluguer mínimo por duas noites, o que até não é mal pensado.

N’Dalo Rocha
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