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Imagens inéditas do último sobrevivente da tribo amazónica

As filmagens inéditas mostram o último sobrevivente de uma tribo indígena isolada. Conhecido como o “Índio do Buraco” vive isolado há pelo menos 22 anos.

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Imagens inéditas do último sobrevivente da tribo amazónica
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Imagens inéditas do último sobrevivente da tribo amazónica Vídeo de: Rediscovery

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Imagens inéditas do último sobrevivente da tribo amazónica

As filmagens inéditas mostram o último sobrevivente de uma tribo indígena isolada. O homem é conhecido como o “Índio do Buraco” e vive isolado na floresta na região de Rondônia há pelo menos 22 anos.

As imagens divulgadas pelo The Guardian mostram o indígena a derrubar uma árvore, parecendo estar em bom estado de saúde. Pouco se sabe sobre este homem. Como não se conhece o seu nome ou a língua que fala, o indígena recebeu a alcunha de “Índio do Buraco”, porque tem o hábito de cavar buracos para se esconder e caçar.

Pensa-se que terá cerca de 50 anos e será o último sobrevivente de uma tribo isolada desconhecida. Durante as décadas de 1970 e 1980, madeireiros e agricultores perseguiram, expulsaram e assassinaram as tribos indígenas isoladas desta região por considerarem que eram um impedimento ao desenvolvimento.

Muitos morreram após os primeiros contatos porque contraíram doenças para as quais não tinham desenvolvido resistência, como a gripe ou o sarampo.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) acredita que o “Índio do Buraco” é o único sobrevivente de um ataque por parte de agricultores que vitimou seis indígenas em 1995. O homem foi localizado em 1996 e tem sido monitorizado pelas autoridades.

O indígena isola-se de todos os que se tentam aproximar, escondendo-se e disparando setas de aviso para que as pessoas mantenham a distância. Como não conseguiram estabelecer contacto com ele, as autoridades decidiram em 2015 tornar a zona do Tanaru, onde habita, numa área protegida.

O indígena vive assim sozinho numa área isolada de cerca de oito mil hectares rodeada de explorações agrícolas e pecuárias. A decisão não foi bem recebida pelos agricultores da região.

Existem patrulhas encarregues da sua proteção, uma vez que já foi vítima de tentativas de assassinato. Apesar de defender uma política que evita o contacto com as tribos isoladas, a Funai tem deixado na área machados, facas de mato e sementes tradicionalmente usadas por estes povos para o homem encontrar.

Sabe-se que caça porcos, aves e macacos com arco e flecha ou recorrendo a armadilhas de buracos com varas de madeira afiadas no fundo. Sabe-se também que mantém uma pequena plantação de papaia e milho.

O caso do “Índio do Buraco” não é único. Segundo a Funai existem registos de 107 tribos isoladas, 26 das quais estão confirmadas pelas autoridades. Estas tribos são geralmente grupos de caçadores coletores nómadas com 10 a 50 membros.

Muitas destas tribos são ameaçadas por habitarem territórios cobiçados por latifundiários e madeireiros. Os Kawahiva são um dos casos mais alarmantes porque vivem num território do estado do Mato Grosso que é gravemente afetado pela exploração ilegal de madeira. Um outro caso extremo é o da tribo dos Akuntsu que, após anos de perseguições e massacres, estão reduzidos a quatro elementos e já não deverão ter uma próxima geração.
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