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Dulce Pontes POVO QUE LAVAS NO RIO

Percebe-se, ao ouvir Dulce Pontes, porque o Fado é património da humanidade. Entranha-se em nós como mais nenhum outro estilo de música.

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Dulce Pontes POVO QUE LAVAS NO RIO Vídeo de: vmichelr

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Dulce Pontes

Cantora portuguesa, natural do Montijo, Dulce Pontes nasceu a 8 de abril de 1969. Frequentou o Conservatório de Lisboa e estudou dança.
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Os primeiros contactos com o grande público deram-se em finais da década de 80, em espetáculos realizados no Casino Estoril, onde cantava clássicos da música portuguesa. Em seguida envolveu-se no teatro, em programas de televisão e em anúncios publicitários. Em 1991, venceu o Festival da Canção com “Lusitana Paixão”, um dos temas mais marcantes da sua carreira. Gravou uma versão do tema em Inglês intitulada “Tell Me”. No Festival da Eurovisão conseguiu uma das melhores classificações de sempre para intérpretes portugueses, alcançando o oitavo lugar, em 22 participantes. No festival da OTI, realizado no México, consegue o quarto lugar.
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Lançou o álbum de estreia, Lusitana , em 1992, um disco que apontava para a sonoridade pop , feito de baladas e que integrava o tema que Dulce apresentou no Festival da Canção. Seguiu-se-lhe Lágrimas (1993). Neste registo, Dulce Pontes parte à descoberta das raízes da música tradicional portuguesa, nomeadamente o fado, interpretando temas célebres de Amália Rodrigues, como por exemplo, “Lágrima”, “Povo Que Lavas no Rio” ou”Canção do Mar”. Este disco afirma a popularidade da cantora, a nível nacional, consolidando-a como uma das melhores vozes do país, e catapulta-a além-fronteiras, levando-a à conquista de outros mercados, designadamente o Japão, a Holanda ou o Brasil.
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Apostada em deixar memórias de uma “noite mágica” para a eternidade, Dulce Pontes editou, em formato de CD duplo, um espetáculo gravado no Coliseu do Porto. O disco, intitulado A Brisa do Coração – Dulce Pontes em Concerto (1995), garante-lhe diversos prémios, entre os quais o Globo de Ouro (atribuído pela estação televisiva SIC) para melhor performance feminina do ano.
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No ano seguinte, chega às lojas nova gravação de estúdio da cantora. Caminhos , marca a continuidade da exploração e da reinvenção do fado e conta com algumas participações especiais de renome, nomeadamente de Xirandela, Leonardo Amuedo e Carlos Nuñez. As letras das músicas são decalcadas de poetas portugueses, entre os quais Fernando Pessoa, conferindo um elemento lírico às composições de Dulce Pontes.
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Os anos seguintes são marcados por uma extensa digressão da cantora, que a leva a países como a Alemanha, França, Itália, EUA, Japão, Brasil, entre outros, promovendo decisivamente a sua imagem fora do país. Ainda no ano de 1996, a música “Canção do Mar” é escolhida para a banda sonora do filme Primal Fear , com Richard Gere. A mesma canção integra também a banda sonora da novela brasileira As Pupilas do Senhor Reitor.
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A cantora gravou também um tema para o filme Afirma Pereira colaborando com o maestro italiano Ennio Morricone. Neste período de internacionalização, destacam-se ainda os duetos com Caetano Veloso, por ocasião do concerto World Food Day, com Andrea Bocelli, com quem gravou o tema “O Mar e Tu” e a participação no disco de Carlos Nuñez A Irmandade das Estrelas (1997).
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A 14 de março de 1999 surgiu ao lado da cantora brasileira Simone no programa televisivo “Atlântico” , da autoria de Eugénia Melo e Castro.
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No ano seguinte, saiu para as lojas O Primeiro Canto (2000), um disco em que a maioria das canções é composta pela própria Dulce Pontes, confirmando a sua maturidade como compositora. O registo atinge o disco de platina em Portugal e é também muito bem recebido em Itália, Espanha, Holanda e Brasil.
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Em 2003, de novo na companhia do maestro Ennio Morricone, grava o disco Focus , com reinterpretações de temas clássicos do músico italiano, de filmes como A Missão, Cinema Paraíso e Era Uma Vez no Oeste, e cinco temas novos, compostos por Morricone especialmente para a voz da cantora portuguesa. Neste disco, a cantora interpreta temas em Português, Castelhano, Italiano e Inglês, tendo escrito quatro das letras do álbum. Ennio Morricone afirmou que este trabalho é um dos mais ambiciosos que alguma vez teve oportunidade de fazer com uma cantora.
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