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Uma Desgarrada que fez rir toda a gente

A música tradicional portuguesa está bem viva! Alegria contagiante nesta animada e picante desgarrada com Cristiana e Tiago Maroto, entre outros.

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Uma Desgarrada que fez rir toda a gente
Uma Desgarrada que fez rir toda a gente

Uma Desgarrada que fez rir toda a gente Vídeo de: Leonel Brito Fotografia

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Desgarrada

Desgarrada é uma cantiga popular em que os cantadores vão improvisando, desafiando e respondendo um ao outro, normalmente ao som de concertina. Para além de “Desgarradas”, também recebem denominações de Cantares ao Desafio, Cantigas ao Desafio, Cantigas à Desgarrada, etc..

O termo também é utilizado para caracterizar uma forma de interpretação de fado, neste caso com acompanhamento de viola e guitarra portuguesa, com reconhecidos intérpretes como Fernando Maurício ou Vicente da Câmara.

Entre os artistas que gravaram desgarradas podemos encontrar nomes como Quim Barreiros, Augusto Canário ou até Jorge Ferreira, que por várias vezes visitou este género.

Ligadas a ocasiões festivas, como romarias, feiras, desfolhadas, serões ou em Encontros de Cantadores, as desgarradas podem eventualmente ser escutadas em todo o país, embora as tradições seja mais profundas nas antigas províncias do Minho, no Douro Litoral e Beira Alta.

Nos cantares ao desafio, durante largos minutos, são abordados os temas como escárnio e maldizer, amor e ódio, fé e caridade, improvisando as rimas e respondendo, preferencialmente de forma jocosa, ao outro cantador, podendo ser encontradas origens trovadorescas.

Música Portuguesa

Portugal é conhecido pela sua tradição musical, maioritariamente pelo fado e seus derivados. Sendo este o género musical que, por pura convenção mais caracteriza o espírito português, associado à sua história e suas raízes culturais sobretudo por influência de Amália Rodrigues, tem-se observado – junto com as particularidades de Carlos Paredes a par da música de intervenção prefigurada por José Afonso, caracterizada também por insinuações poéticas e subtis mas de forte contestação política –, uma expansão em diversos estilos musicais, como o rock, o metal e o hip-hop, que assimilam algumas dessas marcas.

A história da música portuguesa do século XX revela-se como inovadora principalmente na segunda metade do século, no período que antecede a Revolução dos Cravos e nos anos imediatos.

Pré-Revolução dos Cravos

Durante o Estado Novo, a música portuguesa foi muito influenciada pelo concurso televisivo da RTP, o Festival RTP da Canção, o Nacional-cançonetismo, de temática típica de ideais do Zé Povinho e pequeno-burgueses. Simone de Oliveira, de voz escaldante, de trejeitos rebolados e rebuliços, é um dos paradigmas dessa época cinzenta.

No lado oposto, menos redundante, desenvolveu-se a música de intervenção, com o intuito de atacar o Estado Novo e de acordar o bom povo: o Luís Cília, um tanto afrancesado, os mansos Vitorino e Janita, em trinados dedicados ao feminino, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Zeca Afonso, António Macedo, em cantares mais explícitos, são alguns dos músicos que pontuaram a revolta. Entre uns e outros, Linda de Suza, em registo algo patético, quebrando corações nostálgicos, tornar-se-ia a “embaixadora” da música portuguesa junto dos imigrantes portugueses em França.

No entanto, já desde o final da década de 1950 que se fazia rock em Portugal. Joaquim Costa, Os Babies (de José Cid), Os Conchas, Daniel Bacelar seriam alguns dos pioneiros do género.

Na década seguinte, anos de surf e yé-yé, o Conjunto Mistério, os Gatos Negros, os Titãs são alguns dos grupos que, juntamente com o João Paulo, Os Ekos, o Quinteto Académico, os Jets, os Sheiks e os Chinchilas marcaram essa década.

No iníco da década de 1970, à semelhança da música de intervenção, o rock fica mais politizado, com o Quarteto 1111, os Steamer’s, a Filarmónica Fraude, a Banda do Casaco e etc.

Pós-Revolução dos Cravos

Se Amália ainda é o nome mais conhecido na música portuguesa, na década de 1980 surgem bandas seminais para o enriquecimento da cultura musical portuguesa, como por exemplo os Heróis do Mar, os Sétima Legião, os GNR, os Madredeus. O fado evolui com cantores como o Camané ou a Mariza.

Surgem a partir de então variadíssimos grupos que cantam em inglês, descaracterizando-se, tal como em muitos outros países. Existem no entanto em Portugal artistas musicais contemporâneos que dão significativos contributos em todos os estilos e formas de música, no rock-canção, como os Ornatos Violeta, na canção pop com os Clã, os Moonspell, os Hip-Hop, os Xutos & Pontapés, cantando em português, como também o Sam the Kid ou o Valete. Da fusão Rock–Hip-Hop são bom exemplo os Da Weasel. No rock, soul e blues, os Wraygunn são um exemplo perfeito. Na música de dança, emergem os Buraka Som Sistema. Na música Reggae e Ska destacam-se artistas como os Primitive Reason, Three and a Quater, Chapa Dux, Souls of Fire. Mantém-se activa a música tradicional popular modernizada, especialmente em Trás-os-Montes.

Na década de 1990 é cunhado o termo Música pimba, embora o género já existisse, a partir de uma canção do Emanuel: música ligeira com expressões de duplo sentido, quase sempre erótico, muitas vezes roçando o porno para bem vender junto do povinho recalcado, à mistura com uns copitos de tinto, sendo nisso Quim Barreiros uma das erguidas figuras de ponta.
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