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André Guerreiro: Asneiras

A Voz de um Povo. Gravado em São Bartolomeu de Messines, Silves, Faro, a 21 de Dezembro de 2016. André Guerreiro: Asneiras

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André Guerreiro: Asneiras
André Guerreiro: Asneiras

André Guerreiro: Asneiras Vídeo de: MPAGDP

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A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria

A voz de um povo

Desde 2011 que o realizador Tiago Pereira e a sua equipa percorrem o País a recolher, em vídeo, cantigas, rezas, paisagens sonoras, danças, mas também projetos musicais mais urbanos. O sexto aniversário do projeto A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria é assinalado este sábado, 21, no Teatro da Trindade, em Lisboa, com o lançamento do site e ainda do livro O Povo que Ainda Canta.

Não é só o arrumar da casa, este novo site A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. “É mostrar também um lado mais afetivo do projeto na medida em que se partilham histórias e fotografias”, diz o realizador Tiago Pereira, para falar do livro O Povo que Ainda Canta.

Desde 2011 que o realizador se dedica a documentar a música portuguesa, em vídeos disponíveis num canal/arquivo no Vimeo. “As pessoas gostavam, comentavam, partilhavam nas redes sociais, mas passado algum tempo já não os conseguiam encontrar porque o Vimeo não funciona como motor de busca”, explica. “Agora está tudo arrumado, é possível pesquisar mas, mais importante, mostrar que projeto é este”.

No site A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria podemos olhar o mapa de Portugal e perceber que quase todo o território está preenchido com vídeos – 2 519, para sermos exatos –, do Algarve ao Minho e Trás-os-Montes, arquipélagos da Madeira e dos Açores incluídos.

E descobrir no distrito de Beja, por exemplo, que nem tudo é cante alentejano, desmistificar essa ideia de que o vira é dança de Trás-os-Montes e o corridinho do Algarve, ou descobrir como uma mesma música pode ter versões diferentes entre duas aldeias da mesma região. “É uma boa ferramenta para estudiosos, mas também para os curiosos, onde todos podem viajar musicalmente pelo País”.

Pode ir-se direto a um distrito, através do mapa, ou pesquisar por vídeo, instrumento, tema, região. Ou ainda por projeto, onde é dada uma biografia e são contadas pequenas histórias e peripécias que se passaram. “Não sou antropólogo, faço documentário”, afirma Tiago Pereira. “Gravo pessoas e música, amostras de sons que encontro por aí, a meu gosto ou de que me falam. Do Sérgio Godinho ao senhor que toca folha. É um projeto que vive de incoerências e da irreverência. E é isso que o torna diferente”.
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